sábado, 23 de julho de 2011

Naõ foi nada mãe






”- Ah, aí está você, mas onde estava? Venha, vamos almoçar, estamos todos à mesa.

- Não, mamãe, desculpe, estou com dor de barriga…
E entra no quarto, fecha a porta e se estende sobre a cama. Abraça o travesseiro. Chora. Por sorte a mãe só a viu de costas senão teria compreendido imediatamente o seu verdadeiro problema. Doença de coração. E não se sara tão facilmente. E não existem remédios. Não se sabe quando vai passar. Nem se sabe quanto dói. A única coisa boa é o tempo. E muito. Porque, quanto maior for a beleza do amor, maior é o sofrimento quando este termina. Como na matemática: grandezas diretamente proporcionais. Matemática sentimental. E niki, infelizmente, nessa matéria agora poderia tirar nota A "

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